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A Freguesia de São Brás, criada através da Lei n° 37/97 de 12 de Junho, que procedeu à Reorganização Administrativa do Concelho da Amadora, mediante a criação das freguesias de Alfornelos, São Brás e Venda Nova, assumindo-se, desde então, como uma dinâmica centralidade urbana e demográfica, um projecto de administração local descentralizador e com futuro, capaz de gerir as sinergias daí resultantes, é já um dos valores acrescidos do Poder Local Autárquico no Concelho.

O aparecimento desta nova Autarquia, tendo resultado do esforço e do trabalho desenvolvido pela Comissão Promotora para a Criação da Freguesia de São Brás, que culminou com a aprovação da Lei 37/97, de criação da Freguesia de São Brás, na Assembleia da República, no dia 20 de Junho de 1997, levará mais longe o processo de descentralização democrática, o crescimento da família autárquica e a luta pelo reforço das Atribuições e Competências do Poder Local.

Tendo a referida Lei sido aprovada por unanimidade, na Assembleia da República, salientamos com agrado tão importante registo histórico e, agradecemos o amável apoio prestado por todos os partidos políticos, com assento parlamentar. Como alguns elementos da Comissão Promotora, também alguns Deputados da Nação souberam entender que, não há nada mais poderoso do que uma ideia-projecto que chegou na hora certa. E assim aconteceu, a Freguesia de São Brás nasceu na hora certa.

Para o historial desta jovem Autarquia, queremos manter em constante memória os nomes dos Membros da Comissão Promotora da Freguesia de São Brás: Almiro Pinto, Amílcar Martins, Eduardo Mouta, João Seixas, Luís Catarino, Luís Pires e Martinho Caetano. Estes homens, por São Brás, nunca tiveram os punhos cerrados, por isso lhe agradecemos e lhe apertaremos sempre a mão, mesmo que depois do encanto da vida a natureza os transfira para a face invisível da alma.

As primeiras eleições, para os Órgãos Institucionais da Freguesia de São Brás, realizaram-se no dia 14 de Dezembro de 1997, tendo a sua tomada de posse ocorrido em 21 de Janeiro de 1998. Mas a Freguesia Prometida estava do outro lado do deserto, muito restava ainda por fazer. E, como sabemos, só a obra pode dar à freguesia, aos eleitos locais e à população em geral, uma resposta de desenvolvimento e de progresso.
Os Órgãos Institucionais da Autarquia, saídos das primeiras eleições autárquicas, iniciaram a sua actividade sem instalações próprias, sem equipamentos e sem recursos humanos, contando apenas com a amabilidade e a colaboração das "Freguesias-Mãe" (Mina e Falagueira), Câmara Municipal da Amadora e com a força anímica dos primeiros autarcas eleitos da Freguesia de São Brás

Presidente
Amílcar Martins

História da Vida de Um Santo “São Brás”

São Brás
Muito venerado por estes sítios do norte da Amadora, sobretudo na jovem autarquia a que deu o nome (freguesia de São Brás) e da qual é seu santo padroeiro. Além deste lugar ter estado durante muitos anos dependente do território de Belas, em nada se apagaram as raízes, a crença e os marcos da sua história.O “casal de São Brás” assim começou o lugarejo, era pouco povoado, mas com muita agricultura, devido às boas águas que daquelas encostas e vales brotavam e a um clima moderado, daí a fertilidade dos generosos solos. Eram senhorios destas terras alguns mosteiros os quais as tinham emprazadas a agricultores que delas tiravam o sustento, para si e para as ordens eclesiásticas, suas senhorias. Talvez por esta e outras razões de vivência religiosa e meditação, é que existia nessa propriedade um casario com capela privativa dedicada a São Brás, edifícios esses, dos quais já não existem quaisquer vestígios.

O santo natural da Arménia, nasceu na cidade de Sebaste, no fim do séc.III, também deu o nome à paróquia de São Brás - criada em 3 de Fevereiro de 1998, dia em que se comemora a festa em sua honra. Este santo médico, especializado em medicina, já depois de formado sentiu o chamamento de Deus a uma consagração cristã. Por esta razão terá deixado a sua vida citadina e a sua própria terra indo para os montes, optando por uma modesta vida solitária de oração e de penitência. A sua fama de santo começou a espalhar-se na comunidade de Sebaste e, quando morreu o bispo daquela cidade, todos o aclamaram como novo pastor. São Brás só aceitou a nova responsabilidade pela forte insistência dos membros da comunidade, porque desejava muito mais a vida retirada de oração e contemplação. Mesmo como bispo continuava a viver nos montes, no meio de animais ferozes, com quem convivia, vindo somente à cidade apenas quando as obrigações de pastor o exigiam. São testemunhados muitos gestos e milagres em favor dos mais pobres e enfermos. Entretanto, Constantino e Licínio tinham ficado como imperadores do império romano do Ocidente e do Oriente, envolvendo-se em algumas guerras: Em 314 Constantino vence Licínio e deixa-lhe apenas a Tarcia e a Ásia. Então Licínio por ódio a Constantino (que permitia o culto cristão), em 313 começou a perseguir os cristãos, negando-lhes todos os direitos, até mesmo os de se juntarem nas igrejas que possuíam. Entre as vítimas desta perseguição deve colocar-se São Brás que como bispo de Sebaste era muito conhecido pelo cargo e pelos milagres que fazia. Foi preso e propuseram-lhe que adorasse outros deuses. O santo negou-se decididamente, dizia ele: “não quero ser amigo dos vossos deuses, porque não quero arder eternamente com os demónios”. Sofreu inúmeros suplícios e, por fim, degolaram-no. Era o ano de 316. São Brás é padroeiro contra as doenças da garganta, porque salvou a vida de um menino que estava prestes a morrer por ter engolido uma espinha de peixe. Alguns rebuçados peitorais têm o rótulo do santinho. Também é padroeiro dos cardadores, os relatos da sua vida remontam ao século IX, mas não existem muitas certezas quanto a ele ter sido martirizado e despedaçado com pentes de ferro. A devoção a São Brás penetrou profundamente no coração do povo cristão. O seu nome foi dado a vilas e freguesias do país e a alguns hospitais, tal como o de Évora, onde eram recolhidos doentes infectados com uma epidemia que matou muita gente em Portugal, no ano de 1479. Quanto ao culto religioso e aos sempre divinos rituais cristãos, no Casal de São Brás, bairro principal da freguesia, centralidade urbana de maior densidade populacional, a celebração da eucaristia aos domingos, festas e feriados, ainda se realiza numa igreja provisória, levantada em 1980, no piso inferior da Escola Básica do Primeiro Ciclo Artur Martinho Simões, mas está para breve a construção de um moderno templo católico em honra de São Brás, uma ampla igreja e um centro paroquial com o mesmo nome. Na Amadora, São Brás é festejado a 3 de Fevereiro.
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